LinkedIn para estágio: como montar um perfil sem experiência

Jovem sorrindo diante de um notebook em uma cafeteria
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Você abre o LinkedIn, chega na seção de experiência profissional e para ali. Não há emprego anterior, não há estágio, não existe nada para preencher. Por isso a conclusão parece óbvia: melhor deixar o perfil incompleto até ter algo que valha a pena publicar.

O problema é que o perfil incompleto é justamente o que retira você das buscas. Quem contrata estagiário já sabe que você não tem experiência, porque é isso que define a vaga. O que essa pessoa procura é outra coisa: sinais de que você já realizou alguma atividade e consegue explicar o que fez.

Sua headline não pode ser apenas “estudante de administração”

A headline é a linha que aparece logo abaixo do seu nome. Ela acompanha você em toda busca, em todo comentário e em toda mensagem que envia, o que a torna o campo de maior alcance do perfil. Ainda assim, a maioria dos estudantes ocupa esse espaço com uma única informação.

“Estudante de Administração” mostra onde você está, mas não diz para onde pretende ir nem o que sabe fazer. Uma versão mais completa reúne três dados: “Estudante de Administração | Busco estágio em Marketing | Excel avançado e Power BI”.

O campo aceita 220 caracteres. Use esse espaço para o curso, a área pretendida e, sobretudo, duas competências concretas.

O “Sobre” que o recrutador lê até o fim

O resumo costuma ser preenchido com um texto genérico sobre ser proativo e comunicativo. Esse tipo de descrição não é lido, porque praticamente todo perfil repete as mesmas palavras.

O formato que funciona melhor tem três parágrafos curtos. Comece dizendo quem você é e em que ponto do curso está. No segundo parágrafo entra o que já realizou de concreto, como um projeto, uma monitoria, uma empresa júnior ou um trabalho voluntário. Feche com o que procura agora: qual área, qual tipo de empresa e qual disponibilidade de horário.

Escreva em primeira pessoa e em frases curtas. Ou seja, o tom é o de alguém se apresentando em uma conversa profissional, não o de um documento oficial.

Você tem experiência, ela apenas tem outro nome

Projeto de disciplina, empresa júnior, monitoria, iniciação científica, trabalho voluntário, organização de eventos da atlética, um serviço pontual prestado como autônomo, o TCC em andamento. Tudo isso é experiência e cabe no perfil.

O que altera o peso de cada item é a forma de descrever. Em vez de registrar apenas “monitoria de Cálculo I”, explique o que fazia, para quantas pessoas e com qual resultado. A descrição ficaria assim: “Monitoria de Cálculo I — plantão semanal de dúvidas para cerca de 20 alunos, com material de revisão próprio para as provas”.

A regra é simples: o que você fez, para quem e o que resultou daquilo. São três informações por item, sem nenhum adjetivo sobre você mesmo.

As palavras que levam o recrutador até você

Quem procura estagiário no LinkedIn digita termos específicos: o nome do curso, a área, uma ferramenta, uma cidade. O perfil que contém essas palavras aparece no resultado; sem elas, por outro lado, você fica de fora da busca.

Por isso vale repetir os termos certos em três lugares: a headline, o “Sobre” e a seção de competências. Se o objetivo é estagiar na área de dados, palavras como “Excel”, “SQL” e “Power BI” precisam estar escritas em algum ponto do perfil. Não se trata de truque, mas do vocabulário da vaga pretendida.

Vale ativar também o “Open to Work” na versão visível apenas para recrutadores, indicando os cargos de interesse e a cidade. Esse recurso entra no filtro de quem está contratando.

Nada disso depende de um histórico profissional. O que se exige é que você trate o que já viveu na faculdade como aquilo que de fato é: trabalho realizado, com método e resultado. Esse material, afinal, você já tem hoje.

Perfil pronto? Falta a vaga. O cadastro de estudante no Estagiarios.com é gratuito e dá acesso ao painel com as oportunidades abertas em todo o Brasil, com contato direto entre você e a empresa.

Créditos: StockSnap/Brooke Cagle (CC0 1.0)

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