Sem dúvida, a gestão de pessoas é um dos principais desafios das empresas, uma vez que não existe uma fórmula mágica que possa dar conta de todas as questões que envolvem o contexto humano numa organização.

Por esse motivo, durante muito tempo, o setor de Recursos Humanos ficou responsável por ditar as regras quando o assunto era gestão, sob a justificativa de ser a área mais qualificada e preparada para isso.

No entanto, na visão mais atual do RH, o setor passa a ocupar um lugar estratégico na empresa, atuando segundo a lógica da consultoria interna, que consiste numa parceria com as outras áreas, abandonando, assim, aquela perspectiva mais tradicional que visava dar conta de processos burocráticos e tudo que envolvesse pessoas.

Gestão de pessoas para todos os gestores

A partir dessa mudança, todos os gestores se tornam responsáveis pela gestão de sua equipe. Logo, não é somente o conhecimento específico relacionando à função do cargo. Todo líder precisa conhecer o seu papel enquanto uma liderança, lançando mão de ferramentas de gestão que, anteriormente, poderiam ser vistas como do gestor de RH.

Assim, o domínio de instrumentos atuais em recrutamento, seleção, otimização de processos e a contratação se torna parte das atribuições de qualquer gestor. Hoje, por exemplo, todo gestor precisa saber que a internet ganhou um papel de destaque em Recrutamento e Seleção, sendo imprescindível o domínio de novas ferramentas na área.

O capital humano em evidência

Se tem algo de que todo gestor precisa ter consciência, é o protagonismo do capital humano na empresa. Muitas vezes, percebe-se uma maneira de pensar viciada em dominar sistemas e ferramentas e, em contrapartida, desvalorizar pessoas.

O grande erro está justamente nesse ponto. Imagine que uma empresa precise escolher entre ter apenas um sistema ou ter um único colaborador. Mesmo com a melhor tecnologia, seria impossível escolher a primeira opção pois, independentemente do serviço que for prestado, uma pessoa pode desempenhar funções que nenhum recurso tecnológico conseguiu alcançar, como manejar a própria máquina, por exemplo. Pessoas são a essência de uma organização, e a tecnologia serve para ajudá-las.

A motivação como estratégia de gestão

Qual seria então a justificativa para um líder de uma área qualquer ter conhecimento em gestão de pessoas?

Bom, todos os estudos voltados para a área organizacional envolvendo capital humano partiram de duas necessidades básicas: produtividade e qualidade de vida no trabalho.

Num primeiro momento, a preocupação era apenas com a produtividade. Assim, investigou-se a origem da motivação humana sob os olhares mais variados: o campo da genética, o aspecto social, psicológico e etc.. A partir disso, chegou-se à qualidade de vida como uma fonte de motivação que poderia influenciar diretamente a produtividade.

Sendo assim, esses dois aspectos passaram a ser trabalhados em conjunto. Hoje, por exemplo, pode parecer comum associar baixo desempenho com condições de trabalho ruins, porém, esse tipo de pensamento só evoluiu quando foi constatada a importância da realização pessoal para os resultados individuais e coletivos.

À medida que essa relação foi internalizada como base de conhecimento em gestão organizacional, a motivação se tornou uma estratégia de negócios e, assim, o líder passou a ser uma peça-chave nessa equação.

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