Mercado jurídico busca novos perfis entre estudantes de Direito

Jovem profissional de camisa preta revisa documentos em uma pasta aberta, sentada à mesa de um escritório
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O mercado jurídico recebe, todos os anos, uma leva nova de estudantes que começam a carreira ainda durante a graduação. Conforme o Censo da Educação Superior do Inep, o curso de Direito somou 652.996 matrículas em 2024.

A profissão que recebe essa gente, aliás, também é jovem. O 1º Estudo Demográfico da Advocacia Brasileira, feito pela OAB com a FGV, ouviu 20.885 profissionais e mostrou que 33% estão inscritos na Ordem há menos de cinco anos.

Com tanta gente entrando, o diploma deixou de ser o único elemento observado na seleção. Dessa forma, a digitalização das rotinas e o surgimento de novas áreas levaram escritórios e departamentos jurídicos a procurar quem conecta teoria e prática.

O que os escritórios esperam dos novos profissionais

A formação técnica continua sendo a base. Porém, o que mudou é a relação entre esse conhecimento e o que você consegue fazer com ele. Com ferramentas que localizam informação e automatizam tarefa repetitiva, cresce a necessidade de interpretar e decidir.

Essa mudança aparece, sobretudo, no uso de inteligência artificial. Levantamento da FGV Direito SP sobre IA generativa indica que a tecnologia já faz parte da rotina da maioria dos profissionais do setor. Os usos mais comuns são pesquisa jurídica, automação de tarefa repetitiva, organização de informação e rascunho de documento.

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, coloca o pensamento analítico no topo das competências essenciais: sete em cada dez empregadores o consideram indispensável. Logo depois vêm resiliência, flexibilidade e agilidade. O mesmo relatório aponta IA e big data entre as habilidades que mais devem crescer até 2030.

Quais habilidades desenvolver desde a graduação

Ou seja, para quem busca estágio, isso vira um conjunto de habilidades treináveis dentro da própria faculdade:

  • pesquisa: achar legislação e jurisprudência confiáveis
  • escrita: organizar argumento com clareza
  • organização: acompanhar prazo, documento e processo
  • tecnologia: conferir o que a ferramenta de IA produz

Fora da lista, três atitudes aparecem em toda conversa com recrutador. A primeira é explicar assunto complexo sem jargão. Em seguida vêm propor caminho antes de pedir ajuda e acompanhar mudança de lei sem esperar aviso.

Como se preparar para o novo mercado jurídico

Para quem ainda está na graduação, a preparação começa pela própria rotina da faculdade de direito. As disciplinas ajudam a identificar que temas despertam interesse, ao passo que núcleos de prática jurídica, júris simulados, monitoria e iniciação científica treinam análise de caso, pesquisa e argumentação.

Outra frente, igualmente útil, é acompanhar as áreas que passaram a exigir conhecimento específico, como proteção de dados, compliance e Direito Digital. Conhecer esses campos ajuda a entender onde o seu interesse se encaixa e o que falta estudar.

Onde o estágio entra na preparação

De fato, o estágio é o lugar onde esse repertório deixa de ser teórico. Ele mostra como o conteúdo da faculdade aparece no trabalho de escritório, de empresa e de órgão público, e revela cedo qual rotina combina com você.

Inclusive, vale saber onde a vaga costuma estar. O blog traz os caminhos possíveis em onde estagiar sendo estudante de Direito e o retrato da rotina em o que faz um estagiário na área.

A graduação dá a base, e o resto você monta escolhendo as experiências. Afinal, o que o mercado jurídico procura hoje não é quem sabe mais, e sim quem aplica melhor o que aprendeu.

O próximo passo é a prática. O cadastro de estudante no Estagiarios.com é gratuito e dá acesso ao painel com as vagas de estágio abertas em todo o Brasil.

Créditos: Pexels/RDNE Stock project

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