Educação Física: formação, estágios e importância da prática profissional na área da saúde
Como o curso e os estágios preparam profissionais para atuar em diferentes setores e promover saúde e bem-estar
A graduação em Educação Física capacita futuros profissionais para atuar em diversas áreas, como academias, centros esportivos, clínicas de reabilitação, escolas e espaços recreativos.
Durante o curso, a experiência prática adquirida nos estágios é um dos pilares da formação. Esses períodos de imersão permitem que os estudantes vivenciem os desafios reais da profissão, complementando o aprendizado teórico e desenvolvendo as habilidades necessárias para assumir responsabilidades com confiança e competência.
Neste artigo, explicamos como funciona o estágio em Educação Física, quais atividades são realizadas e por que essa etapa é indispensável para o sucesso na carreira.
Atribuições do estagiário de Educação Física
As funções desempenhadas por estagiários de Educação Física podem variar significativamente de acordo com a modalidade de formação escolhida: licenciatura ou bacharelado.
Na licenciatura, os estagiários atuam principalmente no ambiente escolar, auxiliando docentes na elaboração de planos de aula, acompanhando atividades didáticas e participando de aulas práticas. Essa experiência busca preparar o estudante para o papel de educador em contextos pedagógicos.
Já no bacharelado o foco é direcionado ao acompanhamento de atividades físicas em ambientes como academias e centros esportivos. Sob a supervisão de um profissional habilitado, os estagiários participam de aulas de musculação, auxiliam em treinamentos e acompanham a rotina de instrutores, adquirindo habilidades práticas para o mercado de trabalho.
Essas vivências são fundamentais para consolidar o aprendizado teórico e oferecer aos estudantes uma visão prática e ampla das diversas áreas de atuação na Educação Física.
Avaliação de estágio em Educação Física
Nos estágios supervisionados de Educação Física, a avaliação dos estudantes é realizada por profissionais já habilitados, que acompanham o desempenho dos graduandos e fornecem feedbacks ao longo da prática.
Esse processo avaliativo ocorre durante a rotina de trabalho, observando aspectos como habilidades técnicas, postura profissional e interação com o ambiente. Em alguns casos, conforme as diretrizes da instituição de ensino, os estagiários também precisam preencher relatórios ou fichas detalhando as experiências vivenciadas durante o período, o que contribui para uma análise mais completa do aprendizado e do desenvolvimento individual.
A avaliação é fundamental para identificar pontos de melhoria, consolidar competências e preparar o estudante para os desafios do mercado de trabalho.
Educação Física e Medicina: diferenças entre médico do esporte e educador físico
Ao explorar carreiras que unem atividade física e saúde, é comum encontrar semelhanças entre Medicina e Educação Física, duas áreas que, embora complementares, possuem formações e atuações distintas.
A principal diferença está no percurso acadêmico e nas responsabilidades. O médico do esporte é um profissional formado em Medicina que se especializou em medicina esportiva, por meio de residência ou pós-graduação. Ele é responsável por diagnosticar e tratar condições de saúde relacionadas ao exercício, além de atuar na promoção da saúde de atletas e praticantes de atividades físicas.
Já o educador físico é formado em Educação Física e tem como foco a orientação e supervisão de atividades físicas e esportivas. Apesar das diferenças, ambos desempenham papéis cruciais em equipes multidisciplinares voltadas para o cuidado integral de atletas e da população em geral.
Perguntas como “quanto ganha um médico?” Ou “quanto ganha um profissional de Educação Física?” São comuns, mas o destaque crescente das academias e do cuidado com o bem-estar físico tem valorizado cada vez mais o trabalho do educador físico, reforçando sua importância na promoção de um estilo de vida saudável.
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